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Liberdade, Liberdade


Telenovela não é a vida real, não é História. O compromisso da ficção nunca foi e nunca será ser uma cópia fiel da realidade. Primeiro, se for uma cópia fiel, ainda sim continuaria como cópia. Não como a vida. A novela "Liberdade, Liberdade" deixará saudades, primeiramente: por nos ter feitos apaixonar por gente de nossa terra. Por um Tiradentes, por uma Rosa, por uma Virgínia, por um Mão de Luva, por Dom Raposo ( para mim, o personagem mais primoroso do ator Dalton Vigh), por André, por uma Ascensão e até um por Rubião e uma Branca Farto. Gente brasileira que poderiam ter percorrido pelas ruas de Vila Rica. 
Segundo, não se deixou levar por um didatismo com a História que torna tantas obras literárias insuportáveis. Não por culpa da História é uma área do conhecimento imprescindível ao ser humano que queira entender em que mundo vive. Iremos à História, a partir de "Liberdade, Liberdade" se nos sentirmos movidos a conhecer como era o Brasil nos séculos 18 e 19, para entendermos a luta abolicionista, a luta pela Independência, por conhecermos mais sobre esses personagens que a própria História sabe tão pouco. 
Terceiro por nos deliciarmos com um enredo tão apaixonante como a filha de um traidor para a Coroa Portuguesa que volta à sua terra em busca de justiça ao pai que lutou pela liberdade dos seus.

Hora da fofoca e conversa fiada:

Joaquina/Rosa (Andreia Horta) personagem com muito vigor, mas conseguiram torná-la uma mocinha indefesa, que precisa sempre da ajuda de um homem. Ela era filha de Tiradentes, o destemido e foi criada pelo maravilhoso Dom Raposo, homem inteligentíssimo que conseguiu agradar à Coroa e manter seu espírito de aventureiro. Merecia ser mais rebelde essa Joaquina.


Dom Raposo (Dalton Vigh) para mim, o melhor personagem de "Liberdade, Liberdade" pelo carisma, pela desenvoltura e inteligência como tornava seus inimigos em bajuladores. Era um personagem essencial para o dinamismo da novela. Pena que morreu de modo tão simplório.


André (Caio Blat) aquele que cometeu o crime de ter amado. Ficará conhecido como o primeiro personagem gay (no século 18 nem se sonhavam com uma identidade gay) à beijar na boca em uma novela da Globo e ainda foi para a cama com o coronel Tolentino. Sua forte na forca, comoveu a todos. E ainda hoje presenciamos pessoas em nome de instituições religiosas condenando à morte simplesmente por um homem amar outro outro. 


Ascensão ( Zezé Polessa) personagem maravilhosa. Uma benzedeira, uma mulher que fazia a cura do corpo e da alma e era considerada "bruxa" por levar conforto àqueles que necessitavam.

Mão de Luva (Marco Ricca). Eita, voltou com tudo! Tornou esse bandoleiro em um personagem apaixonante. Primeiramente, pela voz irreconhecível do Marco Ricca e, depois, pelo jeito como Mão de Luva encarava à vida, pela sua ética no crime. Há alguns que têm ética no crime, enquanto outros não têm ética nenhuma em suas "vidas do bem".

Virginia (Lilia Cabral) uma mulher guerreira, ousada, inteligente que por detrás dos estereótipos de uma prostituta víamos uma mulher que ama, que era renegada pelo próprio filho, mal-vista pelas "pessoas de bem" de Vila Rica.

Dona Dionísia (Maitê Proença) irmã de Dom Raposo. Começou como uma mulher insuportável e terminou nas mãos de Mão de Luva.

Rubião (Mateus Solano) esse personagem insuportável. Tentou roubar a cena a novela inteira. Às vezes, mais que a própria Joaquina. Um vilão que tinha poder e dele usava e abusava e terminou morto pela própria amante, a governanta.

Já estou com saudades!


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